O básico
O transporte público japonês é o melhor do mundo e resolve praticamente tudo. Metrôs e trens, incluindo os shinkansen, cobrem a maior parte das cidades, complementados por ônibus, táxis e Uber nas capitais. Bicicletas de aluguel são uma boa opção em Kyoto.
O Google Maps funciona muito bem no Japão: ele indica a linha, a plataforma, o vagão e a saída da estação. Confie nele.
Cartão IC (Suica, Pasmo, ICOCA) — a forma padrão
Cartão pré-pago que você encosta na catraca do trem, do metrô e do ônibus, e que também paga no konbini e em máquinas de bebida. É o que você vai usar 90% do tempo.
- iPhone: a melhor opção é adicionar o Suica direto na Apple Wallet, ainda no Brasil, pelo wi-fi de casa. Não tem depósito, não vence e você recarrega pelo cartão de crédito de qualquer lugar. Mastercard e Amex costumam funcionar melhor que Visa na recarga.
- Android comprado fora do Japão: normalmente não tem o chip FeliCa, então o Suica digital não funciona. Compre o cartão físico.
- Cartão físico: os Suica e Pasmo comuns voltaram a ser vendidos normalmente desde março de 2025, com depósito reembolsável de ¥500. A versão para turista, Welcome Suica, não tem depósito, mas vence em 28 dias e o saldo que sobrar é perdido.
- Se você começar a viagem por Osaka em vez de Tóquio, o equivalente local é o ICOCA. Todos funcionam no país inteiro.
Carregue de ¥2.000 a ¥3.000 no começo. O cartão IC não serve para o shinkansen.
JR Pass — faça a conta antes de comprar
O passe nacional dá acesso ilimitado à malha da JR, incluindo a maior parte dos shinkansen. Depois do reajuste de outubro de 2023 ele deixou de ser vantajoso por padrão, e subiu de novo em 1º de outubro de 2026: passou a custar ¥53.000 por 7 dias, ¥84.000 por 14 dias e ¥105.000 por 21 dias, na classe ordinária.
Para a rota clássica Tóquio–Kyoto–Osaka, comprar bilhete avulso costuma sair mais barato: a ida e volta Tóquio–Kyoto fica em torno de ¥28.000. O passe passa a compensar quando entram vários trechos longos, como Hiroshima somado a Tóquio–Kyoto–Osaka. Use a calculadora oficial do JR Pass com o seu roteiro exato antes de decidir.
Dois detalhes: o passe não cobre os shinkansen mais rápidos, Nozomi e Mizuho, sem taxa extra, e não cobre metrô municipal nem ferrovias privadas como Hankyu, Hanshin e Kintetsu. A ativação é feita já no Japão, inclusive no aeroporto.
Alternativas regionais
Para quem fica concentrado no Kansai, os passes regionais costumam render bem mais: Kansai Wide Pass, Kansai Thru Pass e o Kansai-Hiroshima Pass, este último interessante se o bate e volta a Hiroshima entrar no roteiro.
Ticket avulso
Comprado nas máquinas de autoatendimento. Guarde o bilhete, porque ele é exigido também na catraca de saída. Se errar o valor, existem máquinas de ajuste de tarifa perto das saídas, e ninguém vai te cobrar nada por isso.
Takuhaibin — mande a mala na frente
Serviço de entrega de bagagem entre hotéis, disponível em praticamente qualquer recepção e em konbinis. Custa em torno de ¥1.500 a ¥2.500 por mala e leva um dia útil. É o que torna a mudança de base entre Tóquio, Kyoto e Osaka indolor: você viaja de shinkansen só com uma mochila e encontra a mala no próximo hotel.
Táxi e Uber
Funcionam bem, mas são caros: a bandeirada em Tóquio sai por volta de ¥500 e sobe rápido. As portas traseiras dos táxis abrem sozinhas, então não puxe. Vale para trecho curto tarde da noite, quando o metrô já fechou (a maioria das linhas para por volta da meia-noite).